domingo, 9 de setembro de 2012

ALANIS MORISSETTE AO VIVO (NA MINHA FRENTE)


Passaram-se quatro dias desde o meu primeiro show da Alanis e mais do que isso, do dia em que a conheci pessoalmente como relatei no texto anterior. E parece que este encontro por acaso, encheu meu dia todo de energia, logo explico o porquê. O show era em Curitiba, na Master Hall. A Turnê "The Guardian Angel Tour", era a divulgação do novo disco "Havoc and Bright Lights", o qual agora tem um sentido maior para mim. Chegamos na fila por volta das 16hs da tarde e já haviam algumas pessoas. Como havia pista premium e pista normal, não dava para saber exatamente quantas pessoas estavam na nossa frente. Minha namorada Val e eu estávamos com a pista normal porque havia dado um erro ao comprarmos a pista premium pelo site e acabamos ficando sem. Rodrigo que estava com o Estevão e Fernando também nos acompanhava, já que os outros dois conseguiram comprar a premium. As horas na fila, posso dizer, passaram bem rápido, até porque o assunto principal era o encontro que havíamos tido com a Alanis pela manhã na Cafeteria e a cada minuto repetíamos isso, incansavelmente. Quando os portões abriram por volta das 19:20hs e conseguimos entrar, Rodrigo, Val e eu ficamos na primeira parte da pista normal e podíamos ver o Estevão e o Fernando logo a nossa frente folgados na pista premium, na primeira fila. Por questões de segundos, Val percebeu que na verdade seria importante para mim estar lá na frente e saiu sem nos contar a procura de ingressos para a pista premium. Voltou com boas notícias, dávamos o nosso ingresso de pista normal + algum dinheiro e teríamos o acesso principal. Trocamos os ingressos na hora e em menos de 10 minutos ESTÁVAMOS NA GRADE, NA PRIMEIRA FILA. E é aqui que começa a história da boa energia que a própria Alanis nos passou para que tudo saísse ainda melhor do que o esperado. Coincidência ou não, parece que todo mundo que ficou próximo a nós na fila recebeu esta energia. Explico o porquê: além da primeira fila folgada que conseguimos, ao final do show, Estevão recebeu em mãos do guitarrista Julian o set list do show, além disso ele já havia conseguido uma das baquetas do baterista Victor sendo que a outra foi parar nas mãos da Bianca, que estava atrás de nós na fila e com a qual conversamos sobre as músicas que gostaríamos de ouvir no show e entre outras coisas tiramos uma foto com os cartazes com o nome do "EVER", filho da Alanis, os quais ergueríamos na música "Guardian". Uma outra menina que estava com nós na fila, chamada Hellen, já havia ganho o ingresso para a pista em uma promo de uma rádio local, quando entrou, alguém deu para ela o bracelete de pista premium e logo ela já estava lá na frente com nós. E por último, mas o mais importante para mim, o guitarrista Julian também deu em mãos para a Val uma palheta do show escrito o nome do disco novo "Havoc and Bright Lights / Alanis.com", que obviamente, iremos "enquadrar". É impossível não associar "todos estes ganhos" com a energia recebida daquela mulher embora o pensamento de cada um obviamente tenha influenciado nisso! Mas voltando ao show... Minha ansiedade era visível para que Alanis entrasse logo no palco. Pensar que ela estaria há pouquíssimos metros de mim, era ao mesmo tempo assustador e incrível. No dia em que eu soube do show da Alanis em Curitiba, no mesmo momento (isso quase três meses antes) enviei na hora uma mensagem coletiva no celular para cinco amigos que gostaria muito que estivessem juntos comigo no show e também já avisando antes porque teriam que ficar atentos com passagens e hospedagem, estas coisas. Quatro destes amigos responderam na hora, embora infelizmente já dando a notícia que não poderiam ir. O que restava era aproveitarmos então este momento como se não fossêmos ter outro igual, mesmo sem os amigos. E foi o que fizemos! Quando a Alanis entrou no palco, um misto de euforia, emoção, alegria e êxtase invadiu minha mente. Minha memória também ficou ativa. Como poderia eu estar alí indiferente, sendo que há mais de 14 anos admiro a Alanis? Tudo começou com o disco "Supposed FormerInaftuation Junkie" em 1998, sendo o meu favorito até hoje. Desde lá, acompanho todos os discos, busco imagens de cada show, vídeos, fatos relevantes. Tenho uma tattoo com seu simbolo "am" nas costas, outra com a frase "We are temporary arrangements" da música "No pressure over cappuccino" no pé esquerdo. E ela estava alí, ao vivo, na minha frente! E apesar de eu já ter conhecimento do setlist que Alanis tocaria mais uma vez, era o meu primeiro show e ela poderia cantar o que ela quisesse que eu estaria vibrando em frente ao palco. Mas Alanis não me desapontou. Entrou com aquela energia e com a intensidade de sempre. A galera toda pula com "Woman Down", que particularmente é melhor ao vivo do que no disco. Quando ela emenda "All i really want" é onde vejo com meus próprios olhos Morissette empunhando a sua gaitinha, coisa que amo tanto! Desta vez, levamos câmera e filmadora pro show, porém, minha namorada ficou a cargo desta responsabilidade de registro e me ajudou com seu coração aberto. Enquanto eu ficava alí, "embasbacado", observando cada movimento da Alanis, registrando na memória para nunca esquecer. É claro que filmei algumas partes me incluindo, pois é daqui há alguns anos que conseguirei rever com a saudade mais bonita. Assim foi com "You Learn" por exemplo. Os famosos passinhos 1 e 1 dela enquanto balança o corpo fora de ritmo. Cantei muito com "Hands Clean" e "Right Through You". Com "So Pure", do meu disco favorito "Supposed Former Infatuation Junkie", gritei tanto, tanto mas tanto que quase perdi a  voz (http://www.youtube.com/watch?v=lKoYBWYSm98&list=UU6OdPSAc826nv3VLkLU-K_w&index=2&feature=plcp)...Ergui o "cartaz" com o nome do filho "Ever" em "Guardian", assim como alguns na primeira fila e Alanis deu um sorriso lindo entendendo a "homenagem" (http://www.youtube.com/watch?v=MuZZTE-xSTU&feature=BFa&list=UU6OdPSAc826nv3VLkLU-K_w). Aliás, "Guardian" ao vivo é boa demais, se fortalece nas guitarras. Penso que desde "Hands Clean" (e já se passaram 10 anos) Alanis não lançava uma música single tão boa! No momento calmo do show, "Flinch" possibilitou filmar inclusive as expressões de Alanis, sentindo cada palavra ao cantar este som (http://www.youtube.com/watch?v=7URB4pdLtTk&feature=autoplay&list=UU6OdPSAc826nv3VLkLU-K_w&playnext=2). Fiquei responsável pela gravação de "Spiral", presentão da Alanis que tocou esta música do novo disco "Havoc and Bright Lights" pela primeira vez em turnê e ainda ofereceu para nós, quanta honra estar entre estas pessoas (http://www.youtube.com/watch?v=Ca3qbZAUNUU&feature=BFa&list=UU6OdPSAc826nv3VLkLU-K_w). Quando estávamos na fila, alguns de nós comentaram que do disco novo ela "teria de cantar" "Spiral" e "Lens". Pedido duplo atendido. "Lens" me transportou para algum lugar que não sei dizer onde, é a minha favorita do disco (apesar de eu ouvir "Win and win" incansavelmente já que de alguma maneira, me conforta!). Mas é com "Havoc" que me derreto em lágrimas. Este foi meu momento "choro" no show. Alanis alí, tão pertinho cantando esta letra que "conversa" demais comigo neste período da minha vida. Segurei minha mãos em forma de oração e fiquei alí na grade, quase soluçando: a cantora que esperei quatorze anos para ver de perto não era mais sonho, era real e estava "sentindo suas dores" em frente aos meus olhos (http://www.youtube.com/watch?v=-n5ZFgM_Wig&list=UU6OdPSAc826nv3VLkLU-K_w&index=1&feature=plcp). Rosto enxugado, era hora de ver Alanis cantar "Head over feet", não sei como mas lembrei naquela hora de quando eu esperava para gravar com uma fita K7 a hora em que na Rádio Transamérica tocava uma versão diferente desta música, lá por 1999. Então veio junto um turbilhão de imagens presas na memória, que incluía os vários momentos em que Alanis participou de minha vida, inclusive a saudade de alguns bons amigos daqueles tempos. "Numb" é algo fora de sério ao vivo! Disparado um dos sons mais fortes que Alanis compôs na última década. E quando ela sai do palco pela primeira vez ao final de "Numb", a banda "arrebenta" no momento solo deste som. Em seu retorno, mesmo cantando uma versão mais morna de "Hand in my pocket", Alanis caminha leve e linda pelo palco, jogando para nós as boas energias através das notinhas da gaita! E um dos momentos que eu mais aguardava chega: Uninvited! Não há como explicar o que se sente ouvindo esta canção ao vivo. Quanta força, quanta intensidade! Cada palavra que Alanis diz chega até nós com um "amontoado" de emoções. E quando ela diz sua última frase e começa a "dançar" com as batidas em sua vibe mais "enlouquecida", batendo e rodando a cabeça no ar, eu mal posso acreditar que estou assistindo este momento de perto! É de arrepiar...E a sensação de que o show está terminando e que a Alanis está indo embora, começa aqui. Alanis sai do palco mais uma vez e volta para sua despedida com "Thank u", hoje cantada com mais alegria do que profundidade. Alanis canta sorrindo, emanando boas vibrações. Me senti tão bem. Era hora dela ir e mesmo que quase todos quisessem que ela tivesse tocado ainda mais canções, sinto que o show acaba no tempo certo! Foi um dos momentos mais grandiosos que vivi. E olha, que até me controlei emocionalmente. Lembro que no show do Pearl Jam por exemplo, outra banda da qual sou fã, a lista de choro foi bem maior, ao que acredito, ter encontrado Alanis pessoalmente pela manhã me fez tão feliz que a hora do show se transformou na maior felicidade! Às vezes paro e meu pensamento fica distante pois fico relembrando todos estes momentos. Alanis "se encontrou" depois de tantas buscas. Não que ela tenha exatamente "encontrado  tudo" o que procurava. Mas Alanis mudou muito, ok. A garota desencanada de antes, hoje é uma adulta madura e mãe. A mulher que falava dos relacionamentos mal sucedidos antes, hoje está casada e feliz. Mas aquela Alanis profunda que aborda questões espirituais e de evolução, sempre está presente. E é esta que me interessa! É para esta Alanis, tão comprometida como ser,  que dediquei parte de meu tempo. Com o passar do tempo, Alanis se tornou uma inspiração, uma referência humana pra mim, inclusive mais do que como artista. Até porque compartilho de sua visão humanista,  não feminina. E há uma grande intuição que nos encontraremos outras vezes. Quem sabe em uma dessas, conseguirei expressar meus verdadeiros sentimentos. Se bem que esquecer da vida quando estive em frente a ela, foi uma experiência e tanto. Até a próxima Morissette!

2 comentários:

Unknown disse...

Muito tri o q tu escreveu.... até o próximo show, com a mesma "liga" que teve esse!!!!Abraçooo

Bianca Cappelletti disse...

Muito legal o teu relato sobre o show Cléo! Realmente, esses momentos e os momentos de encontro com ela fora do palco, nunca sairão da sua memória. Compartilho de toda a sua emoção e espero que a próxima vez não demore. Apesar de que não demorou tanto né? Se contarmos que em 2009 ela praticamente veio pra fazer a primeira tour de verdade. Ela demorou 3 anos pra voltar :)

Abraços!